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Construção de aplicativo para detecção da vulnerabilidade CVE-2017-8464

Fonte (clique aqui)

CONTEÚDO:

PARTE 1: VISÃO GERAL SOBRE CVE-2017-8464

  1. CONCEITO SOBRE ARQUIVO LNK
  2. CRIAÇÃO DE SISTEMA VULNERÁVEL À CVE-2017-8464
  3. FERRAMENTAS DE ATAQUE À VULNERABILIDADE CVE-2017-8464

PARTE 2: USANDO A FERRAMENTA METASPLOIT PARA EXPLORAR A CVE-2017-8464

2.1. MODELO DE EXPLORAÇÃO DA CVE-2017-8464

2.2. EXECUÇÃO DA EXPLORAÇÃO DA CVE-2017-8464

PARTE 3: CONSTRUÇÃO DE UMA FERRAMENTA DE DETECÇÃO DA CVE-2017-8464 COM BASE NA LINGUAGEM PYTHON

3.1. ANÁLISE DA ASSINATURA DA CVE-2017-8464 COM BASE EM PACOTES DE REDE CAPTURADOS

3.2. FUNÇÃO DE TRATAMENTO PARA DETECTAR A EXPLORAÇÃO DA CVE-2017-8464 COM BASE NA ANÁLISE DE ASSINATURA DE PACOTES DE REDE

CONCLUSÃO

**

PARTE 1: VISÃO GERAL SOBRE CVE-2017-8464

  1. CONCEITO SOBRE ARQUIVO LNK

LNK é um System File - Atalho do Windows (Windows Shortcut), em formato binário, desenvolvido pela Microsoft.

Figura 1: Ícone de atalho no Windows

Um arquivo LNK é um atalho ou “link” usado pelo Windows como referência a um arquivo, pasta ou aplicativo de origem, semelhante a um alias na plataforma Macintosh. Ele contém o tipo de atalho do destino, a localização e o nome do arquivo, bem como os programas que abrem os arquivos de destino e um atalho de teclado opcional. Os arquivos podem ser criados no Windows clicando com o botão direito em um arquivo, pasta ou executável e selecionando Criar atalho.

Ao explorar essa vulnerabilidade existente no Microsoft Windows, um atacante pode executar código remotamente se o ícone de um atalho (criado de forma especial) for exibido.

Figura 2: Criação manual de atalho para baixar e executar o código de ataque por meio do arquivo .LNK

O componente vulnerável está associado à pilha de rede (network stack). Uma vulnerabilidade desse tipo geralmente é chamada de “remotely exploitable” e pode ser considerada um ataque explorável no nível de protocolo ou em vários saltos de rede (hops), por exemplo, através de um ou mais roteadores.

  1. CRIAÇÃO DE SISTEMA VULNERÁVEL À CVE-2017-8464

Os sistemas afetados pela vulnerabilidade CVE-2017-8464 são o Windows Shell no Microsoft Windows Server 2008 SP2 e R2 SP1, Windows 7 SP1, Windows 8, Windows 8.1, Windows Server 2012 Gold e R2, Windows RT 8.1, Windows 10 Gold, 1511, 1607, 1703 e Windows Server 2016, que permitem que usuários locais ou atacantes remotos executem código arbitrário por meio de um arquivo .LNK criado manualmente, que não é processado corretamente ao exibir o ícone no Windows Explorer ou em qualquer outro aplicativo que analise o ícone do atalho. Essa vulnerabilidade também é conhecida como “LNK Remote Code Execution Vulnerability”.

A atualização de segurança corrige a vulnerabilidade ao reparar a validação da referência do ícone do atalho; a Microsoft lançou uma atualização para essa vulnerabilidade em junho de 2017. Essa vulnerabilidade não afeta o Windows XP nem versões anteriores do Windows.

  1. FERRAMENTAS DE ATAQUE À VULNERABILIDADE CVE-2017-8464

Metasploit

O Metasploit Framework é um ambiente usado para testar, atacar e explorar falhas de serviços por meio de interface de linha de comando; essa ferramenta está disponível no Kali Linux versão VMware.

Figura 3: Ferramenta Metasploit

Armitage

Ferramenta com interface baseada no projeto Metasploit.

Figura 4: Ferramenta Armitage.

PARTE 2: USANDO A FERRAMENTA METASPLOIT PARA EXPLORAR A CVE-2017-8464

2.1. MODELO DE EXPLORAÇÃO DA CVE-2017-8464

Máquina da vítima — Windows 7 Pro

Figura 5: Versão do sistema operacional da vítima

Figura 6: Endereço IP da máquina da vítima

Máquina do atacante — Kali Linux — usando a ferramenta Metasploit.

Figura 7: Endereço IP da máquina do atacante

A rede em operação é a VMnet8, sub-rede 192.168.169.0

2.2. EXECUÇÃO DA EXPLORAÇÃO DA CVE-2017-8464

  • Criar payloads reverse_tcp e escutar conexões TCP direcionadas à máquina Kali.
  • Com LHOST sendo o endereço de escuta da máquina do atacante.

Figura 8: Criando payloads e ouvindo conexões TCP na máquina atacante

  • Criar um arquivo de atalho contendo a falha CVE-2017-8464 para iniciar automaticamente o payload reverse_tcp inserido.

Figura 9: Criando arquivo .lnk que executa automaticamente o malware

Figura 10: Informações de configuração dos payloads

  • Executar o comando exploit para criar os atalhos com a falha, apontando para o arquivo de payload.
  • Especificamente, conforme descrito acima, haverá o arquivo de payload FlashPlayerCPApp.cpl e o arquivo de atalho com a vulnerabilidade que executa automaticamente o arquivo de payload.
  • Após criar todos os arquivos necessários, eles serão salvos na pasta /root/.msf4/local/ na máquina do atacante; em seguida, o atacante copiará todos os arquivos dessa pasta para um USB qualquer.

Figura 11: Criando o arquivo .lnk juntamente com o malware

Figura 12: Copiando todo o malware para o USB

  • Depois de induzir a vítima a conectar o USB ao computador dela. A vítima não precisa clicar em nada no USB, mas a falha no arquivo .lnk (atalho) aciona automaticamente o payload malicioso para explorar a vulnerabilidade e executar código remotamente.

Figura 13: Vítima conectando o USB contendo o arquivo .lnk malicioso com malware

  • Observando novamente a máquina do atacante, vemos que a máquina da vítima se conectou à máquina do atacante; nesse momento, o atacante explorou com sucesso a CVE-2017-8464 e executou o malware remotamente na máquina da vítima.

Figura 14: O atacante explorou com sucesso e invadiu a máquina da vítima

**

PARTE 3: CONSTRUÇÃO DE UMA FERRAMENTA DE DETECÇÃO DA CVE-2017-8464 COM BASE NA LINGUAGEM PYTHON

3.1. ANÁLISE DA ASSINATURA DA CVE-2017-8464 COM BASE EM PACOTES DE REDE CAPTURADOS

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