🛡️ Teste de Penetração em Rede Interna
📌 Introdução
O Teste de Penetração em Rede Interna é uma avaliação de segurança realizada a partir do ambiente interno de uma organização.
Ele simula ameaças internas ou atacantes que já obtiveram acesso à rede interna, com o objetivo de identificar e explorar vulnerabilidades.
🎯 Objetivos
- Avaliar a postura de segurança dos sistemas e serviços internos.
- Identificar configurações incorretas, credenciais fracas e sistemas sem patches.
- Avaliar a exposição a ameaças internas.
- Testar a eficácia do monitoramento e das defesas internas.
- Fornecer recomendações de remediação acionáveis.
🔍 Metodologia (Passo a Passo)
- Footprinting – Identificar hosts e dispositivos ativos.
- Varredura de Rede – Escanear IPs, portas abertas e serviços em execução.
- Fingerprinting de SO e Serviços – Detectar o SO e as versões.
- Enumeração – Extrair informações detalhadas do sistema e dos serviços.
- Avaliação de Vulnerabilidades – Identificar e mapear vulnerabilidades.
- Exploração – Tentar explorar as fraquezas identificadas.
- Escalonamento de Privilégios – Obter acesso de nível superior em sistemas comprometidos.
- Pós-Exploração – Persistência, exfiltração de dados e movimento lateral.
- Relatório – Documentar descobertas, severidade e mitigação.
⚔️ Principais Vetores de Ataque em Testes Internos
- Senhas fracas ou padrão.
- Sistemas e aplicações sem patches.
- Serviços de rede mal configurados.
- Exploração de SMB, RDP, FTP e SNMP.
- Envenenamento de DNS e ataques MITM.
- Sequestro de sessão e roubo de credenciais.
🧰 Ferramentas Comumente Utilizadas
- Nmap / Zenmap – Varredura de rede e fingerprinting
- Wireshark – Captura e análise de pacotes
- Hydra / Medusa – Ataques de força bruta em senhas
- CrackMapExec – Pós-exploração e movimento lateral
- Responder – Envenenamento de LLMNR, NBT-NS
- Metasploit Framework – Exploração e escalonamento de privilégios
- Mimikatz – Extração de credenciais
- Netcat – Conexões remotas e backdoors
✅ Boas Práticas para Pentesting Interno
- Definir um escopo claro com o cliente.
- Realizar em um ambiente controlado.
- Manter registros das atividades.
- Respeitar a sensibilidade dos dados (evitar danos desnecessários).
- Sempre fornecer recomendações de remediação e defesa.
📄 Entregáveis do Relatório
- Resumo executivo (não técnico).
- Descobertas técnicas com prova de conceito.
- Classificações de risco e pontuações CVSS.
- Etapas de exploração e capturas de tela.
- Recomendações de mitigação e hardening.
🛡️ Contramedidas Defensivas a Esperar
- Segmentação de rede e VLANs.
- IDS/IPS (Sistemas de Detecção/Prevenção de Intrusão).
- Monitoramento SIEM (Splunk, ELK).
- Endpoint Detection & Response (EDR).
- Gestão robusta de patches e políticas de hardening.
- Princípio do Menor Privilégio (PoLP).
🧪 Etapas Práticas Hands-On
- Identificar hosts usando ping sweep, varredura ARP ou Nmap.
Etapa 2: Varredura de Rede
- Escanear IPs únicos, múltiplos IPs ou sub-redes inteiras em busca de portas abertas.
Etapa 3: Fingerprinting de SO e Serviços
- Detectar versões de SO e serviços em execução.
Etapa 4: Enumeração
- Enumeração de NetBIOS, SMB, SMTP, SNMP, Telnet, HTTP.
- Capturar tráfego com sniffers.
Etapa 5: Avaliação de Vulnerabilidades
- Escanear com scripts Nmap, Nessus ou OpenVAS.
Etapa 6: Exploração
- Tentar MAC flooding, envenenamento de DNS, MITM, força bruta, etc.
Etapa 7: Pós-Exploração
- Extrair hashes de senhas, escalar privilégios, redefinir contas.
- Instalar keyloggers, spyware, trojans ou backdoors.
- Realizar exfiltração de dados ou métodos de persistência.
Etapa 8: Limpeza
- Restaurar o alvo ao estado original.
- Remover contas criadas, malware e logs.
⚠️ Aviso legal
Este repositório destina-se exclusivamente a testes de penetração educacionais e autorizados.
Realizar testes de penetração internos sem autorização é ilegal e pode causar consequências graves.
Realize sempre as avaliações num laboratório controlado ou com autorização por escrito.