OpenWire-CVE-2023-46604-Investigation
Laboratório OpenWire
Durante meu turno como Analista de Centro de Operações de Segurança (SOC) Tier 2, recebi um escalonamento de um analista Tier 1 sobre um servidor acessível publicamente que estava se comunicando com vários endereços IP externos suspeitos.
Em resposta, iniciei o procedimento padrão de Resposta a Incidentes (IR), que incluiu o isolamento do servidor afetado da rede para evitar movimentação lateral e possível exfiltração de dados. Um arquivo de captura de pacotes (PCAP) foi então obtido da plataforma NSM para investigação adicional.
Meu objetivo era analisar o tráfego de rede e identificar quaisquer indicadores de atividade maliciosa.
- Identificando o Primeiro Endereço IP Externo Suspeito
Após analisar o tráfego de rede e revisar as conexões estabelecidas com o servidor, identifiquei pacotes relacionados ao protocolo OpenWire. Uma inspeção mais aprofundada dessas comunicações revelou um endereço IP externo suspeito envolvido no ataque:
146.190.21.92
- Identificando a Porta Usada Durante o Ataque
Ao examinar o tráfego OpenWire, descobri que o serviço alvo era o Apache ActiveMQ, um message broker de código aberto que permite comunicação entre aplicações distribuídas.
Análises adicionais revelaram que o atacante estava se comunicando através da seguinte porta:
61616
- Identificando o Segundo Servidor de Comando e Controle
Analisando o tráfego HTTP e revisando arquivos através de:
Exportar Objetos → Lista de Objetos HTTP
Identifiquei um segundo endereço IP externo associado à infraestrutura do atacante:
128.199.52.72
- Identificando o Serviço Comprometido
A análise das comunicações OpenWire confirmou que o serviço comprometido era:
Apache ActiveMQ
Este serviço foi o alvo principal do ataque e, posteriormente, foi determinado como vulnerável a execução remota de código.
- Identificando o Payload de Reverse Shell
Atacantes frequentemente deixam vestígios de sua atividade em sistemas comprometidos. Ao analisar tanto o tráfego HTTP quanto os comandos executados durante a intrusão, identifiquei o arquivo de reverse shell implantado no servidor:
docker