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CVE-2025-8088 — Prova de conceito de exploit e análise técnica para uma vulnerabilidade de path traversal no WinRAR que permite execução de código por meio de arquivos criados com patch binário. | Kitploit
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GitHubnuky-alt/cve-2025-8088

CVE-2025-8088

Prova de conceito de exploit e análise técnica para uma vulnerabilidade de path traversal no WinRAR que permite execução de código por meio de arquivos criados com patch binário.

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4há 10 mesesAinda não revisado

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Análise de Segurança: Exploração de Path Traversal no WinRAR (CVE-2025-8088)

Nota: Repositório em desenvolvimento. Este projeto receberá atualizações futuras com análises adicionais, scripts de análise (não-exploit) e material para apresentação. Novas versões serão publicadas assim que disponíveis.

Este repositório documenta a análise, o processo de estudo e a prova de conceito (PoC) para a vulnerabilidade de Directory Traversal (CWE-35) no WinRAR (CVE-2025-8088).

A falha afeta as versões do WinRAR para Windows anteriores à 7.13 e foi classificada com severidade Alta (Base Score 8.8).

I. O Processo de Infecção: De Arquivo ZIP a Código Arbitrário

O sucesso da CVE-2025-8088 reside na simplicidade da interação necessária por parte da vítima: a execução de código é desencadeada apenas ao descompactar um arquivo malicioso.

O Vetor de Ataque Simples

  1. Engenharia Social (Phishing): Grupos de ameaças como RomCom e Paper Werewolf utilizaram esta vulnerabilidade em campanhas de spear phishing.
  2. O Isca (Decoy): Os atacantes enviavam arquivos RAR maliciosos disfarçados de documentos legítimos, como currículos ou relatórios financeiros.
  3. A Ação do Usuário: A vítima, na tentativa de acessar o conteúdo, extrai o arquivo RAR malicioso com uma versão vulnerável do WinRAR (≤ 7.12).
  • A Exploração Oculta: Durante a extração, em vez de o arquivo ser depositado no diretório de destino esperado, a falha de Path Traversal força o WinRAR a escrever o payload (código malicioso) em uma pasta crítica do sistema operacional.
  • A Consequência: Persistência no Sistema Operacional

    O exploit tem como alvo principal a pasta de inicialização do Windows (AppData\Roaming\Microsoft\Windows\Start Menu\Programs\Startup\).

    • Quando o WinRAR vulnerável descompacta o arquivo, o payload é depositado na pasta Startup.
    • Na próxima vez que o usuário fizer login (após uma reinicialização ou logout), o payload é automaticamente executado, garantindo persistência.

    Este padrão foi usado por grupos de ameaça como o RomCom para implantar backdoors que concediam acesso total aos computadores comprometidos.

    II. Processos de Estudo e Análise Técnica para Exploração

    O desenvolvimento de uma prova de conceito robusta requer um estudo aprofundado das estruturas binárias do formato RAR e das peculiaridades do sistema operacional Windows.

    1. Manipulação de Cabeçalhos (Headers) RAR 5.0

    A vulnerabilidade é explorada através da manipulação dos cabeçalhos do arquivo RAR. Os atacantes não podem simplesmente renomear um arquivo; eles devem forçar o WinRAR a aceitar um caminho malicioso, que é armazenado na estrutura do arquivo.

    • Estrutura de Arquivos: O estudo requer o entendimento de como os blocos de dados, como o File header e o Service header, são formatados. O campo Name length e o campo Name (que contém o caminho) dentro do cabeçalho do arquivo são alterados.
    • Patcheamento Binário: O script de exploração aplica patches nos cabeçalhos RAR para injetar a sequência de path traversal (..\..\..\).
    • Integridade do Arquivo: Para que o arquivo modificado pareça válido para o WinRAR, o script precisa recalcular os checksums CRC (Cyclic Redundancy Checksums). Este tipo de manipulação binária é frequentemente realizado com módulos como o struct do Python, usado para interpretar bytes como dados binários empacotados.

    2. Estratégia de Travessia Multi-Profundidade

    O estudo revelou que um grande desafio para a exploração era a incerteza sobre o diretório exato de extração (Desktop, Downloads, etc.).

    • Solução de Estudo: Foi desenvolvida a Estratégia de Travessia Multi-Profundidade.
    • Funcionamento: O exploit cria múltiplos arquivos isca (por exemplo, 20 arquivos File.txt). Cada arquivo é configurado para tentar percorrer um número diferente de diretórios pai (exemplo: ..\Startup\payload.bat, depois ..\..\Startup\payload.bat, até 20 profundidades).
    • Benefício: Essa redundância garante que, independentemente da profundidade do diretório onde a vítima extrai o arquivo, pelo menos um dos payloads alcançará o destino fixo (a pasta Startup do Windows).

    3. Furtividade através de Alternate Data Streams (ADS)

    Para incorporar o payload de forma furtiva, a pesquisa utiliza um recurso exclusivo do sistema de arquivos NTFS do Windows: os Alternate Data Streams (ADS).

    • O payload (um batch script ou executável) é anexado a um arquivo isca (como um PDF profissional) via ADS.
    • O uso de ADS e caminhos específicos do Windows, como RELATIVE_DROP_PATH, são os principais motivos pelos quais a geração do exploit requer um ambiente Windows.

    III. Mitigações de Defesa

    A vulnerabilidade CVE-2025-8088 foi explorada ativamente (in the wild) e está listada no catálogo KEV (Known Exploited Vulnerabilities) da CISA.

    A defesa mais crítica é a atualização, visto que a exploração depende de software desatualizado:

    • Atualize o WinRAR para a versão 7.13 ou superior.
    • Desative a extração de arquivos de fontes não confiáveis.
    • Monitore logs de segurança para detectar gravações não autorizadas nas pastas de inicialização do Windows.

    Analogia de Estudo: Imagine o arquivo RAR como uma encomenda postal. O Path Traversal é como preencher o endereço de entrega com comandos de "voltar para o remetente" (../) repetidos. O estudo técnico envolveu descobrir exatamente qual parte do rótulo da encomenda (o cabeçalho RAR) precisava ser adulterada e quantos comandos de "voltar" seriam necessários (a estratégia multi-profundidade) para garantir que, não importa onde o correio (o WinRAR) começasse, o pacote seria depositado no cofre (a pasta Startup). A simples ação de "aceitar o pacote" (descompactar) garante a infecção.

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